A dança foi minha primeira paixão. Passei muitos anos estudando ballet clássico na escola do Teatro Municipal de São Paulo, mas a vida acabou me levando para uma carreira em tecnologia.
Vieram as grandes empresas, metas, pressão, viagens a trabalho. No meio de tudo isso, duas filhas.
Meu corpo já não conseguia atingir a performance que eu esperava no ballet clássico, e isso gerava frustração. Somado à falta de tempo para aulas recorrentes, a dança ficou em segundo plano.
Foi aí que a vida começou a perder o equilíbrio. A arte sempre foi minha principal fonte de energia. E quando a fonte seca, o carro para.
Passei a sentir um cansaço constante, o corpo doía. Até que, um dia, a mente travou. Sensação horrível de impotência. Meses depois, um médico me explicou que eu havia passado por um Burnout, também conhecido como Síndrome do Esgotamento Profissional.
Esse foi o meu ponto de virada. Repensei a vida, ajustei prioridades e voltei a dançar.
Entendi que a minha relação com a dança não era sobre performance técnica, nem sobre lazer. A dança era (e ainda é) a minha melhor estratégia de autocuidado e equilíbrio físico e emocional.
E aí veio a pergunta que mudou tudo: Por que, na vida adulta, é tão difícil se manter fiel à dança?
Afinal de contas, eu não era a única com dificuldade de encaixar aulas fixas na agenda.
As escolas tradicionais de dança, em geral, focam na formação técnica, festivais e espetáculos. E está tudo bem, esse modelo funciona para muita gente. Mas a maioria das pessoas quer — e até precisa — dançar sem obrigação.
Foi daí que nasceu a ideia do Dancefloor como um estúdio onde as pessoas têm liberdade para dançar o que quiserem, quando puderem. Sem taxa de adesão. Sem multas. Sem dias fixos. Sem rótulos.
O Dancefloor nasceu como um espaço onde a dança vira comunidade e estilo de vida. Aqui, o dancer (apelido carinhoso que usamos) pode fazer uma aula avulsa ou escolher um pacote para usar no dia que quiser, na modalidade que preferir.
Você escolhe a aula de acordo com o seu humor. Hoje pode ser forró. Amanhã, ballet. Ou talvez só um alongamento para aliviar a tensão do dia. Cada modalidade tem algo único a oferecer e todas contribuem, de alguma forma, para a sua qualidade de vida.
No fim das contas, o que importa é reabastecer o combustível dessa máquina incrível chamada corpo humano para seguir em frente com mais presença, energia e equilíbrio.
Se você sente que precisa de um respiro na sua rotina… bora dançar com a gente!
Vem despertar a dança que existe em você.